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Organismos internacionais de saúde animal se manifestam sobre a Covid-19

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A Organização Mundial da Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) voltou a se manifestar nesta semana sobre a Covid-19 e reafirmou que, até o momento, não há evidências de que os animais de estimação desempenhem algum papel na disseminação da doença causada pelo novo coronavírus (SARS-Cov-2).

Para facilitar o entendimento, a OIE organizou um conteúdo didático, em formato de perguntas e respostas, que detalha o que são os coronavírus; como se dá a transmissão; se humanos podem contaminar animais e vice-versa; quais são as precauções dos tutores positivos de Covid-19 na convivência com seus animais de estimação; como os serviços veterinários nacionais e internacionais podem contribuir; e o que a própria OIE está fazendo diante da pandemia. Confira o conteúdo traduzido.

Atenta às demandas dos profissionais e da sociedade, a Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais (WSAVA, sigla em inglês) também divulgou material com informações consistentes para que os médicos-veterinários tenham suporte para lidar com as preocupações dos clientes. Para facilitar, estão disponíveis em português as perguntas que complementam o material da OIE.

Para tranquilizar os tutores de animais, a WSAVA ainda publicou documento relatando que não há nenhuma evidência de que a Covid-19 possa ser contraída por animais de estimação. O conteúdo completo em inglês está acessível no site da associação.

Serviços veterinários essenciais

Nesta semana, as agências internacionais atuaram para convencer os governos de que os serviços veterinários são essenciais à população. A OIE e a Associação Mundial de Veterinária (WVA, sigla em inglês) emitiram nota conjunta defendendo que os serviços veterinários e de nutrição animal são essenciais para a saúde pública, especialmente na prevenção de doenças, no gerenciamento de emergências e enfrentamento de pandemias, como a que ocorre atualmente. Confira o posicionamento conjunto das entidades (texto em inglês).

A WSAVA reforçou o coro de que os serviços veterinários sejam globalmente classificados como essenciais. A entidade, que representa mais de 200 mil veterinários em todo o mundo, por meio de 113 associações, destacou que os médicos-veterinários e suas equipes são qualificados e têm competência para prestar os cuidados médicos essenciais aos animais, garantindo saúde e bem-estar, com capacidade para mitigar os riscos de disseminação do vírus. Leia nota completa (em inglês).

Fontes oficiais

Para evitar a disseminação de informações equivocadas, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) recomenda que os profissionais sempre busquem informações em fontes oficiais, sejam elas nacionais, como o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); ou internacionais, a exemplo da Organização Mundial da Saúde (OMS), OIE, WVA e WSAVA.

O CFMV, assim como as entidades internacionais, alerta que essa é uma situação em rápida evolução e as informações são atualizadas à medida que ficam disponíveis. Também reconhece que nem todas as recomendações serão aplicadas a todas as áreas ou regiões em todos os momentos, dependendo do risco epidemiológico e da mitigação de riscos. O conselho ainda incentiva que os médicos-veterinários mantenham contato próximo à autoridade veterinária local e sigam suas instruções.

O que a OIE está fazendo?

A OIE está em contato com sua representação regional na Ásia e no Pacífico, delegados dos países-membros da OIE, o Grupo de Trabalho sobre Vida Selvagem da OIE, bem como a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e a OMS, para reunir e compartilhar as informações mais recentes disponíveis. A OIE está em estreita ligação com sua rede de especialistas envolvidos nas investigações em curso sobre a fonte da doença. Rumores e informações não oficiais também são monitorados diariamente.

O OIE mobilizou um grupo consultivo informal sobre o vírus da Covid-19. O grupo, que inclui os principais cientistas e pesquisadores do mundo, reúne-se regularmente para compartilhar as informações mais recentes sobre eventos de pesquisa e doença na interface humano-animal.

Dadas as semelhanças entre o novo coronavírus (Covid-19) e o surgimento de outras doenças infecciosas humanas na interface entre animais e humanos, a OIE está trabalhando com seu Grupo de Trabalho sobre Animais Selvagens e outros parceiros para desenvolver um programa de trabalho a longo prazo, que visa entender melhor a dinâmica e os riscos ao redor da comercialização e consumo de animais silvestres, com o objetivo de desenvolver estratégias para reduzir o risco de futuros impactos colaterais.