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CRMV-RO participa de reunião do Bloco 1 para a retirada da vacina contra a Febre Aftosa, no Acre

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O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Rondônia (CRMV-RO), Licério Magalhães, participou, nesta semana, da quinta reunião do Bloco 1, de retirada da vacinação contra a Febre Aftosa. A reunião, promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ocorreu no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Acre (Faeac), em Rio Branco (AC).

O encontro, encabeçado pelos estados de Rondônia, Acre, Mato Grosso e parte do Amazonas, com seus representantes e iniciativa privada estiveram presentes e teve como objetivo discutir os avanços firmados até então, e os desafios ainda a serem superados para a retirada da vacina até então obrigatória para bovinos, além do andamento da adoção de medidas sanitárias para o controle da doença.

Rondônia é um dos maiores produtores de bovinos e bubalinos do Brasil e, como resultado dos autos investimentos e do rigor no combate e controle de doenças que podem acometer o rebanho, segundo auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Estado, hoje, tem potencial para se tornar área livre de febre aftosa sem a vacinação. O anúncio, que deve refletir positivamente no setor de negócios e exportação. 

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a avaliação feita pelos auditores do Ministério, que estiveram em Rondônia no último mês de outubro, quando se constatou sobretudo o investimento feito neste ano na Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), para aquisição de veículos novos, barcos, implantação de videomonitoramento e construção e reforma das unidades locais (Ulsav) e de atendimento ao produtor, bem como o cumprimento das ações previstas no plano estratégico, capacita o Estado a suspender a vacinação. 

O estado compõe o Bloco I, dos estados que pleiteiam o status de zona livre de Febre Aftosa sem vacinação. Também compõem o bloco o Acre, 13 municípios do Amazonas e quatro do Mato Grosso. Desse último, apenas 1% do rebanho está incluso na área do Bloco I, por conta da posição geográfica de criação e de comércio. "Precisamos continuar desenvolvendo um sistema de vigilância e contando, principalmente com a colaboração dos produtores, que estejam sempre comprometidos com o plano, notificando a Idaron em casos de suspeitas de doenças na propriedade", comentou.

A suspensão da vacinação contra a Febre Aftosa em Rondônia, é prevista para 2020.